Dispersões: soluções, coloides e suspensões


O segundo ano do ensino médio corresponde ao ensino de físico-química. Costuma ser o terror dos alunos por causa do grande número de cálculos que são feitos ao longo do estudo dessa ciência durante esse período. Mas não se aflija. Se você está tendo dificuldade você provavelmente apenas acabou perdendo algumas aulas e acabou desorientado por causa disso. O segredo é rever o conteúdo e não deixar nada escapar pois, daqui para frente, a matéria será cumulativa. Se ficar sem uma aula, tem grandes chances de não entender as seguintes. Por isso estude bastante e conte comigo para te ajudar no que precisar. Então vamos começar!

O que você precisa saber

A palavra chave que define esses três tipos de mistura é dispersão. Uma dispersão, por definição, é uma distribuição não necessariamente uniforme de indivíduos (ou, no nosso caso, partículas), num determinado espaço. E é precisamente isso o que são as soluções, os coloides (que agora não tem mais acento) e as suspensões. Partículas de uma substância (chamadas de disperso) espalhadas entre as partículas de outra (chamada de dispersante).



O que diferencia essas três formas de mistura (ou dispersão) é o tamanho da partícula dispersa. Assim:


A unidade nm (nanômetro) é o mesmo que um milionésimo de milímetro, isto é, 1 mm dividido por 1.000.000.

Soluções

Como você viu no esquema acima, as soluções são as que possuem as menores partículas dispersas, normalmente tratando-se estas de átomos, moléculas ou íons individuais e que não podem ser vistos a olho nu e nem mesmo em microscópio. Um exemplo é o que acontece quando dissolvemos sal de cozinha (NaCl) na água. Os íons sódio (Na+1) e os íons cloro (Cl-1) distribuem-se livremente por entre as partículas de água (H2O). Se ao invés de sal, colocarmos um pouco de álcool etílico (etanol), ele não ionizará como o sal, mas suas moléculas terão o mesmo comportamento.

Numa solução a distribuição do disperso é considerada uniforme e este é chamado de soluto, enquanto que o dispersante recebe o nome de solvente (anote estes dois nomes, pois serão amplamente usados o ano inteiro). Aqui, por causa do tamanho infinitesimal das partículas, o soluto não pode ser filtrado e não sofre decantação.

Ainda, uma solução não precisa estar no estado liquido, como nos é intuitivo acreditar. Ela pode estar em estado gasoso, como o ar que respiramos, que é uma mistura de oxigênio, nitrogênio, CO2, vapor de água e outros gases. Ou pode ainda estar em estado sólido, como o concreto ou o ouro das joias (que é uma solução de ouro e prata, feita para aumentar a dureza). Pode até mesmo ser uma mistura entre dois estados, como o refrigerante, que possui CO2 dissolvido no liquido.

Coloides

As dispersões coloidais são formadas por moléculas maiores ou aglomerados delas, como proteínas na água, por exemplo. As partículas, apesar de consideravelmente maiores do que as de uma solução, ainda não podem ser vistas a olho nu. Somente em alguns microscópios especiais chamados ultramicroscópios. Podem decantar, se centrifugados apropriadamente, ou ser filtradas se o filtro for suficientemente fino.

As dispersões coloidais se dividem em diversas categorias, dependendo do estado físico do disperso e do dispersante, da seguinte forma:



Suspensões

Uma suspensão é uma dispersão de partículas grosseiras em algum dispersante, como areia ou terra na água. As partículas de areia ou terra podem facilmente ser vistas a olho nu ou com auxílio de uma lupa e também ser filtradas ou decantadas.


Resumindo

Soluções, coloides e  suspensões são formas de dispersões, onde a substância espalhada é chamada de disperso e a outra de dispersante. No caso das soluções, esses dois recebem os nomes especiais de solutosolvente, respectivamente. A diferença entre os três está no tamanho das partículas dispersas.

Aqui vão dois esqueminhas para ajudar a estudar:



Não se esqueça: se entender os conceitos você não precisa decorar nada, pois tudo passará a fazer sentido lógico.

Se tiver dúvidas, escreva-me. Bons estudos!

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