Representação das cadeias carbônicas


Para entender esta matéria você precisa da aula anterior:

Confira aqui

Videoaula:



Conteúdo


Há cinco formas principais de representar as cadeias que o carbono é capaz de formar:

Fórmula molecular


Esta representação é exatamente igual à dos compostos inorgânicos. Consiste apenas em mencionar os elementos (átomos) que compõem seu composto acompanhados de suas respectivas quantidades, como no caso do etanol:


Fórmula estrutural


A fórmula estrutural visa transmitir uma ideia mais completa de como a molécula realmente é. Mais para frente veremos que somente a fórmula não nos basta para entender como uma molécula é ou se comporta pois os mesmos elementos e nas mesmas quantidades podem ser arranjados de diversas formas diferentes. Assim, nas fórmula estrutural ficam evidenciados todos os tipos de ligação, bem como as posições de cada elemento. A mesma molécula mencionada há pouco, o etanol, possui a seguinte estrutura:

Fórmula estrutural simplificada


Apesar da melhor visualização, se a ideia era facilitar, a fórmula estrutural não obteve muito sucesso. A molécula de etanol é uma molécula relativamente pequena. Contudo já vimos que essas cadeias podem adquirir quaisquer proporções imagináveis. Assim, representar dessa forma qualquer molécula maior do que essa seria um trabalho cansativo e demorado. Por isso, a representação acabou por ser simplificada, misturando os conceitos da fórmula molecular com a estrutural.

O elemento que mais se repete dentre os possíveis, certamente é o hidrogênio, responsável por preencher todas as ligações que sobram ao carbono, por isso, ao invés de escrever um por um, apenas indicamos quantos há, da mesma maneira que a fórmula molecular:

No caso do carbono que estiver na ponta esquerda da cadeia, imaginamos esses hidrogênios estejam, por sua vez, também à esquerda do carbono, então é muito mais comum vermos escrito assim:

Modelo de linhas de ligação


Este modelo é o mais simples de se escrever. Porém é preciso conhecer muito bem as estruturas para arriscar-se a utilizá-los, pois nele somente elementos que não são nem carbono e nem hidrogênio são escritos.

O modelo consiste em escrever apenas as ligações em zigue-zague (porque se você fizer uma linha reta não vai dar pra saber quantos carbonos há nela), sendo que os carbonos são as pontas (onde não houver nada escrito) e os vértices do zigue-zague. Você pode fazer traços duplos para ligações duplas ou triplos para ligações triplas. Assim, o composto abaixo


pode ser representado assim:


Observe a relação entre as posições dos carbonos, das ligações e dos vértices entre as duas figuras.

Caso em uma das pontas (ou mesmo no meio) haja um átomo diferente de carbono ou hidrogênio, ele deve ser escrito, como é o caso do oxigênio presente na butanona, por exemplo:



Modelo tridimensional


É a representação mais fiel à realidade de todas, muito comum em livros. Nesta forma de representar até mesmo o tamanho de cada átomo e os ângulos formados entre eles é respeitado, e é possível ter um ideia muito aproximada de como cada molécula realmente é:


O modelo acima evidencia os átomos envolvidos e suas ligações. O modelo tridimensional muitas vezes pode representar apenas o espaço ocupado pelo átomo como um todo, incluindo sua eletrosfera, fazendo com que a representação da molécula acima, por exemplo, fique assim:


Entenda estas estruturas, ao invés de decorar cada uma. Decorar é inevitável com o tempo, pois todas serão amplamente usadas tanto nas suas aulas das escola como nas do meu blog. Mas para chegar lá, é imprescindível compreender corretamente o funcionamento de todas elas.

Espero ter ajudado.
Bons estudos!

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